Veja 6 dicas para evitar desperdícios no loteamento e ser mais sustentável

Quando percebemos as cidades, os bairros e os condomínios existentes em uma determinada localidade, não imaginamos os esforços de planejamento que envolvem toda aquela infraestrutura.

O contexto atual — que prima pela eficiência econômica e sustentabilidade ambiental — exige que um grande esforço também seja observado na construção de loteamentos.

É importante fazer um bom planejamento para evitar desperdício e ser mais sustentável. Isso envolve atenção com o tipo de matéria-prima que será usado, observação das normas ambientais vigentes, cuidado com a destinação de resíduos, promoção de treinamentos para o pessoal da obra, entre outros aspectos.

Veja seis dicas para tornar o seu projeto mais sustentável e evitar desperdício no loteamento:

1. O planejamento é o rei

Para evitar desperdício nos loteamentos, é preciso despender bastante tempo com o planejamento. Estude a área, pesquise a vizinhança, conheça as demandas locais, ouça a população e visite os órgãos públicos para conhecer os planos da cidade.

Converse com outros empreendedores, saiba de suas demandas e anseios. Ter acesso às associações de bairro da região é interessante para verificar informações úteis e possíveis problemas.

Com base nessas informações, faça um planejamento que considere todas essas variáveis e insira também as necessidades de seu empreendimento. O seu projeto deve conversar com as características do local. Com a pesquisa realizada, é possível prever como o seu loteamento contribuirá para o crescimento de determinada região.

2. As técnicas e recursos sustentáveis estão disponíveis

Que matérias-primas serão utilizadas no seu loteamento? É imprescindível saber quais recursos, como água e energia, serão usados e que tipo de máquinas estarão no seu canteiro de obras. Essas questões precisam ser decididas antes de seu empreendimento começar, pois é muito importante usar técnicas sustentáveis no seu negócio.

Às vezes, um sistema de aproveitamento de água da chuva, o uso de painéis fotovoltaicos e o emprego de paredes vegetais podem ajudar a economizar água e energia no seu loteamento. O uso de máquinas que gerem poucos ruídos e impactem menos na população e na fauna local também pode trazer grande contribuição.

3. O lixo que não é lixo

Os lugares por onde passamos, trabalhamos e moramos estão cheios de recursos que não são devidamente utilizados. Ter um olhar cuidadoso sobre a gestão dos resíduos é essencial para evitar desperdícios no loteamento e ser mais sustentável.

Liste todos os possíveis resíduos que serão gerados no seu loteamento e pense em como utilizá-los no próprio empreendimento.

Se essa possibilidade se esgotar ou for limitada, estude a rede de fornecedores que podem se beneficiar dos seus rejeitos. Combine com essas empresas uma forma de aproveitá-los e gerar o mínimo de impacto possível.

Para isso, também é necessário pensar em como esse material será transportado e realmente chegará até o usuário.

4. As pessoas são a chave da ação

Se deseja que o seu loteamento seja reconhecido por reduzir desperdícios e ter uma “pegada” sustentável, todas as pessoas precisam saber disso e estarem envolvidas nessa ação.

Seus funcionários, fornecedores, os próprios clientes e os demais envolvidos precisam estar convencidos disso. E como o convencimento acontece? Com muito treinamento e informação.

É preciso mostrar para essas pessoas, por meio de cursos, treinamentos e diversos tipos de materiais, que reduzir desperdício é melhor para a qualidade de vida delas. Porém, além de falar, é preciso mostrar como elas devem fazer.

De acordo com a área de atuação de cada um do loteamento, existem fluxos que podem ser aperfeiçoados para que o trabalho seja menos agressivo ao meio ambiente e gere melhores resultados ao negócio. As pessoas precisam ser treinadas e estimuladas a pensar diferente.

5. A legislação é o norte

A legislação vigente serve, em muitos casos, para nortear o que os empreendimentos devem fazer, mas a efetivação da lei depende de cada instituição.

A norma ISO 14001 — que em sua versão mais atual mantém o foco na melhoria do desempenho ambiental e não na melhoria do desempenho do sistema de gestão — busca analisar as reais reduções de emissões, efluentes e resíduos que a empresa teve com a implementação do sistema de gestão ambiental.

A Resolução Conama 307/2002 (Conselho Nacional do Meio Ambiente), por exemplo, estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil e serve para mostrar como as empresas deveriam começar a tratar seus resíduos, dando um norte a essas instituições e colocando um pouco de ordem no que antes era feito de forma livre.

Entretanto, a legislação não fala das melhores práticas.

A lei serve para orientar os limites da ação do empresário, mas é preciso querer ir um pouco adiante, ampliar os horizontes e perceber que muito pode ser feito e melhorado. Tenha a lei como norte, mas não como única base. Esse caminho deve ser trilhado por todas as organizações.

6. O projeto é o caminho para evitar desperdício

No primeiro tópico, dissemos que o planejamento é o rei. Isto é fato! Se você fez um bom planejamento para o seu loteamento, o seu projeto tem tudo para dar certo. Seja fiel ao que foi programado.

É importante pensar em alternativas que apresentem soluções de eficiência, evitando desperdícios em obras de infraestrutura. Um bom gestor de projetos sabe que, muitas vezes, em função de variáveis diversas, o projeto precisará ser revisto e as estratégias mudadas, mas isso deve ser feito de forma a impactar cada vez menos o todo.

O mais importante é ter um projeto inicial que priorize a redução de desperdício e a sustentabilidade. Se esses valores foram definidos como importantes logo no início, a execução das tarefas seguirá essa linha e todas as ações serão realizadas tendo esta premissa.

Outro aspecto fundamental é garantir que todas as licenças ambientais tenham sido conseguidas antes do início da operação. O seu loteamento precisa ser exemplo em relação à observação da lei vigente e isso deve ser usado para valorizar o seu negócio.

O seu projeto será realizado de acordo com as necessidades locais, as expectativas futuras da região, os recursos naturais disponíveis (seja em abundância ou escassez), as pessoas diretamente envolvidas e as necessidades do seu negócio, afinal, a ideia é que ele prospere!

Quando o assunto for sustentabilidade, é interessante pensar para além do contexto ambiental. Ter sustentabilidade econômica, jurídica e comercial é tão importante quanto o aspecto “verde” do termo.

Não dá para ser sustentável de forma isolada. Toda a rede de pessoas e empresas precisa estar envolvida para que de fato atinja essa posição e se mantenha saudável no mercado.

Siga nosso perfil no LinkedIn e tenha acesso a conteúdos sobre investimentos para evitar desperdício, sobre o mercado, tendências e outros tópicos que incluem sustentabilidade!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*
Website