Quais fatores influenciam mudanças no mercado imobiliário?

Para quem está envolvido no mercado imobiliário, é necessário acompanhar tendências e conhecer os fatores que influenciam o setor para fazer boas escolhas e conseguir melhorar sempre seus resultados.

Sabe-se que a economia do país e do estado, juntamente de itens como tecnologia, demanda e crescimento dos vetores (bairros que crescem em uma cidade devido à ação do governo ou ao aumento no número de empreendimentos construídos) são alguns dos responsáveis por transformar o cenário de imóveis no Brasil.

Neste texto, vamos conhecer mais de perto os principais fatores que afetam o mercado imobiliário e os efeitos que eles provocam. Confira!

Momento político-econômico

Sem dúvida alguma, as oscilações da economia e da política afetam diretamente o mercado imobiliário. Podemos perceber em nosso histórico como é visível a influência da situação do país na performance do setor de imóveis.

Em 2009, o Brasil começava a vivenciar uma curva ascendente, com um número crescente de lançamentos, venda e aluguel em alta, investidores otimistas e valorização de propriedades. Foi a época em que o valor do metro quadrado teve aumento significativo, o que se manteve por algum tempo.

A partir de 2015, se agravou a sensação de incerteza e insegurança político-econômica, obrigando investidores a recuarem, freando construtoras e incorporadoras e fazendo o mercado perder velocidade. Como resultado, vimos o valor do metro quadrado diminuir. Pode-se dizer que os imóveis “ficaram mais baratos” nessa época, porém, também podemos afirmar que os preços estavam se ajustando, voltando à realidade após um momento de crescimento desenfreado.

Em 2017, os imóveis já chegaram a um preço bem mais razoável, e os números refletem um cenário não inflacionado. Portanto, estamos defronte um momento mais otimista para incorporadoras e construtoras, que promete um melhor resultado de vendas que nos anos anteriores. Ao mesmo tempo, é preciso ter cuidado ao precificar os imóveis para não cobrar mais que o correto e arriscar manter as vendas frias no lançamento.

Inflação e juros

Os anos mais recentes apresentaram resultados alarmantes na economia, com altas taxas de juros e inflação descontrolada. Isso foi ruim para o cenário brasileiro, diminuindo significativamente o poder de compra do consumidor e afetando resultados de vários setores.

A redução desses índices era uma das prioridades do governo, visando aumentar o poder de compra e aquecer a economia em geral. No momento, já foram registradas três reduções na taxa de juros, com a expectativa de que este ano ela não ultrapasse 4,12% (um número ainda menor que a meta de 4,5% e bem abaixo da previsão inicial de 5%).

Essa reversão de cenário é extremamente benéfica para o mercado imobiliário, já que a inflação e os juros prejudicam os financiamentos, pioram os rendimentos e acabam dificultando a aquisição de um imóvel. Em uma economia mais controlada, existe mais segurança na compra, o que é vantajoso para incorporadores e construtoras.

Produto Interno Bruto (PIB)

Como é um índice que está diretamente relacionado à economia do país, utilizado para medir o comportamento econômico, também é importante considerar a alteração nesse indicador e seu efeito no mercado imobiliário.

Apesar de um histórico de queda nos últimos anos, em 2017 a expectativa é de que o PIB cresça quase 0,5%. Pode parecer pouco, mas considerando que esse tem sido um número negativo já há algum tempo, é necessário admitir que isso pode significar uma melhora no mercado brasileiro, incluindo, claro, o setor imobiliário.

Mudanças no financiamento

Com o abalo econômico e a perda de poder de compra do consumidor, o mercado teve que se adaptar a essa nova realidade. Proprietários ajustaram preços, aproximando-os dos valores de avaliação, deram descontos e facilitaram as condições.

Com os bancos e agentes financiadores não foi diferente. O teto de financiamento subiu, permitindo que mais imóveis fossem financiados (antes era possível financiar imóveis de até R$ 500 mil, e hoje esse valor ultrapassa R$ 1 milhão nas capitais) e atingindo uma nova faixa da população. Isso permite que mais pessoas financiem e, portanto, adquiram um imóvel nos próximos anos.

Tecnologia

Nos últimos anos, a dinâmica da economia mudou. O uso de novas tecnologias no dia a dia permitiu que o cliente ficasse mais informado e exigiu que as empresas da área seguissem a tendência. Atualmente, é raro encontrar empresas que não tenham perfis em redes sociais, sites intuitivos e responsivos (ou seja, otimizados para serem visualizados tanto no computador quanto em dispositivos móveis) e blogs com posts frequentes sobre o mercado.

Já existem imobiliárias que permitem agendar visitas, fazer propostas e até mesmo fechar um contrato de aluguel pelo aplicativo, ao mesmo tempo que construtoras dispõem de apps para gerenciamento de contas e agenda do condomínio.

Atingimos (há algum tempo) o ponto sem volta, que mostrou que a internet não era uma moda, e sim uma tendência que pode facilitar o dia a dia, a nossa relação com o cliente e as transações em geral. Se você tem um negócio no setor imobiliário (ou em qualquer outro), deve aderir a essa “moda”.

Vetores de crescimento

É preciso analisar para onde a cidade cresce, conhecendo os vetores de crescimento para entender as tendências e acompanhá-las. Os vetores podem ser advindos de iniciativa pública ou privada.

Pública é quando o governo ou a prefeitura investem em certa região, melhorando estrutura, acessos, fazendo reformas, instalando órgãos ou mesmo outros empreendimentos comerciais que levarão mais moradores para aquela área. Já na esfera privada, é quando construtoras, incorporadoras e investidores decidem criar um centro, lançando empreendimentos residenciais e comerciais e incentivando a compra e o aluguel de imóveis naquela região.

Todos os dois casos resultam em valorização de certas áreas, um termômetro que deve ser, impreterivelmente, estudado e acompanhado por todos os players do mercado imobiliário, principalmente no momento de aquisição de terrenos.

Oferta e demanda

Mesmo que haja valorização de uma região na cidade, ainda assim é preciso ter em mente que a lei da oferta e demanda ditará as regras que influenciam o preço do metro quadrado naquela área.

Nos últimos anos, a demanda diminuiu muito, resultado da queda do poder de compra. Isso necessariamente puxa o valor dos imóveis para baixo, já que os proprietários precisam vender e buscam novas formas de atrair compradores.

Ao mesmo tempo, a oferta aumentou, já que as pessoas não podiam comprar os imóveis e o mercado estagnou, aumentando a quantidade de unidades disponíveis e causando diminuição de preço.

Recentemente, o mercado tem reagido melhor, com aumento da procura. Como a oferta ficou estável (foram lançados poucos empreendimentos), pode ser um excelente momento para lançar empreendimentos imobiliários.

Como você pode ver, o setor imobiliário passa por mudanças frequentes que o influenciam de formas diferentes.

Pelas mudanças que citamos aqui, podemos ver grandes vantagens como o ajuste recente de preços (que faz com que o comprador esteja mais disposto a comprar do que em épocas de alta), a melhora do poder de compra do brasileiro, a queda dos juros e da inflação, as facilidades de financiamento e o aumento do uso da tecnologia, que aproximou as empresas de seus clientes e criou um novo ambiente de vendas. Portanto, se você está inserido nesse mercado, esse pode ser um momento muito propício para investir e crescer.

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