Descubra as vantagens e desvantagens do uso de crédito corporativo

Logo que abre uma empresa, uma das principais diferenças notadas pelo empreendedor é o acesso ao crédito corporativo. São muitas linhas, com possibilidades variadas, algumas semelhantes ao que se pratica para pessoa física, como é o caso do cartão de crédito, e outras muito específicas.

Saber lidar com essas possibilidades para que elas se tornem uma ferramenta para a gestão da empresa em vez de um incentivo ao descontrole de gastos e, pior ainda, um ralo por onde o capital de seu empreendimento escorre na forma de pagamento de juros, é um desafio.

Para ajudá-lo, vamos elencar, neste texto, algumas vantagens e desvantagens de usar o crédito corporativo para turbinar o caixa da sua empresa.

Vantagem: fôlego para investimentos

São muitas as despesas que um empresário tem para abrir, manter e ampliar um negócio. Por isso, poder contar com o crédito a boas taxas no mercado é essencial para poder investir no momento certo ou fazer frente a uma despesa imprevista.

Empréstimo a longo prazo e com uma boa taxa de juros têm a função de diminuir a pressão sobre o caixa da empresa, permitindo que o investimento ou gasto seja pago ao longo do tempo.

Um caixa mais folgado impede que a empresa tome medidas que podem ser muito prejudiciais, como atrasos de pagamentos ou tomar dinheiro em fontes que custam muito caro, como cheque especial ou crédito rotativo do cartão.

Com o valor do crédito em mão, é possível ganhar descontos na negociação com fornecedores de pagamento à vista, aumentar a velocidade da obra, ter maior retorno e menor exposição do caixa.  

Vantagem: ferramenta de gestão de caixa

Uma ferramenta de crédito que muito provavelmente não se classifica nos requisitos expostos no item acima — juros baixos e prazo longo — o cartão de crédito também tem lá suas vantagens.

Usar um cartão de crédito pode ser uma forma interessante de unificar grande parte dos gastos da empresa em um só lugar, auxiliando o controle do fluxo de caixa.

Para facilitar, muitas administradoras de cartão de crédito ainda disponibilizam ferramentas on-line que ajudam nessa gestão, como resumos mensais e anuais, além de categorização de despesas pela natureza delas. É o tipo de organização que facilita muito a vida da contabilidade.

Outro ponto forte dos cartões de crédito e débito que deve ser levado em conta são os clubes de vantagens, isto é, recompensas e incentivos pela utilização, que podem vir na forma de descontos, milhas de viagens e acesso a promoções diferenciadas de fornecedores.

Além de tudo isso, o cartão é uma das ferramentas de crédito de uso mais fácil e, em muitos casos, a única disponível por um bom tempo. Então, não é o caso de demonizá-lo, pelo contrário, mas também é preciso saber fugir de contextos em que ele aparece com as expressões: parcelamento com juros, pagamento parcial e crédito rotativo, porque aí não é gestão, é cilada.

Desvantagem: ceder à “impressão de riqueza”

Muita gente possui uma relação ruim com o crédito na sua vida pessoal. Entendem o cartão, cheque especial ou qualquer outra ferramenta de crédito como uma extensão de sua renda e não param de gastar até esgotar seus limites, criando uma bola de neve que costuma terminar em dívidas impagáveis.

Esse mesmo processo pode ocorrer com as empresas que, após uma determinada linha de crédito ser aprovada, começam a gastar o valor que entrou em despesas incompatíveis com a razão do financiamento e com o próprio planejamento.

A impressão de que há dinheiro de sobra leva o empresário a um movimento de descontrole. Por isso, só use crédito se sabe exatamente no que vai gastar o dinheiro e atenha-se a isso, caso contrário, o que vai restar no final é somente uma dívida.

Importante lembrar que pegar crédito não é uma coisa ruim em si e, como dissemos anteriormente, pode ser até desejável para aliviar a pressão sobre o caixa ou, ainda mais, para pegar dinheiro a juros baixos e investir em uma atividade com boa lucratividade. Nesse último caso, você está literalmente usando o dinheiro para fazer ainda mais dinheiro.

Desvantagem: acionar o crédito corporativo errado sai caro

Existem muitas linhas de crédito corporativo, do cartão de crédito a linhas de financiamento exclusivo para compra de equipamentos. Saber qual delas se aplica à necessidade do negócio é fundamental para não perder tempo, dinheiro e esforço.

Há crédito para curto e longo prazo, assim como há linhas que são rapidamente liberadas, enquanto outras demandam muito tempo, documentos e planejamento. Saber com o que você pode contar e o preço que precisará pagar por isso é vital para escolher o crédito certo no momento certo. Veja, abaixo, as características das linhas mais usadas.

Cheque especial

Para ser usado somente em emergências. Trata-se de uma opção para quando o empresário vai poder pagar a dívida em poucos dias, apesar dos juros altos. Isso porque utilizar um empréstimo mais longo implica pagar taxas de contrato e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Então, se é uma despesa pontual e que poderá ser paga no curtíssimo prazo, vale a pena. Veja com seu banco se ele tem a política de dias livres ou algum outro tipo de desconto no cheque especial.

Conta garantida

É um instrumento parecido com o cheque especial, porém com juros mais baixos. Trata-se de uma linha de crédito rotativo para ser usado para qualquer finalidade. Os cuidados são os mesmos do cheque especial: despesas pontuais e de curto prazo.

Antecipação de recebível

Normalmente mais interessante do que as duas modalidades anteriores para fazer frente a despesas de curto prazo, essa forma de crédito é muito compatível com empresas do setor do comércio. Funciona da seguinte forma: você vende um produto no cartão e pede a antecipação do pagamento, que cairia dali a 30 dias, para a operadora. É uma maneira de fazer frente à despesa de momento sem contrair dívida.

Leasing

Essa é uma modalidade voltada para o médio e longo prazo. O leasing é indicado para a aquisição de maquinário, veículos e equipamentos em geral. Funciona como um aluguel em que a empresa pode optar por comprar o bem ao final do contrato a preços muito reduzidos.

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