Como micro e pequenas empresas podem garantir financiamentos e linhas de crédito para investimentos?

Uma das primeiras lições que o bom empreendedor aprende é que, para ser um bom empresário, é preciso aprender a alavancar dinheiro. Isto é, conseguir uma vantajosa linha de crédito ou um dos melhores financiamentos existentes no mercado para, a partir dele, ganhar mais dinheiro e construir mais valor.

Esse desafio é especialmente importante para as pequenas e microempresas, que não têm os caixas robustos das grandes empresas. No caso delas, saber procurar o financiamento adequado é uma questão de sobrevivência para o negócio.

Vamos elencar quais os principais tipos de financiamento e as linhas de crédito disponíveis para pequenas e microempresas e como elas devem se preparar para ter acesso a elas.

Empreender mais

A mais recente e uma das mais interessantes linhas de crédito oferecidas pelo governo federal foi lançada em março de 2017, com um nome bem grande: “Empreender Mais Simples: Menos Burocracia, Mais Crédito”.

O programa tem orçamento de R$ 8,2 bilhões em financiamentos para pequenas e microempresas em um período de dois anos, via empréstimos que podem ser obtidos no Banco do Brasil e no BNDES. Por este último, o prazo de pagamento é de até 60 meses, com carência de até 12 meses e encargos totais com taxa a partir de 1,63% ao mês.

Já se o financiamento for feito pelo Banco do Brasil, a contratação é simplificada, com prazo de até 48 meses para o pagamento, isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxas de juros a partir de 1,56% ao mês. A carência continua sendo de até 12 meses.

Para se habilitar a essa linha de crédito, a micro ou pequena empresa precisa garantir que os empregos gerados pelo investimento estarão disponíveis por, pelo menos, um ano a partir da contratação do crédito. Para negócios com mais de dez empregados, será necessário contratar, no mínimo, um jovem aprendiz em até seis meses após a concessão do empréstimo.

BNDES tem variedade de opções

Mesmo com as restrições adotadas nos últimos meses, o BNDES ainda é a principal fonte de financiamento para as empresas brasileiras. São diversas linhas de crédito, com diferentes perfis, que se adequam a necessidades diferentes de negócio.

Uma das mais acessíveis é o BNDES Automático, que pode ser obtido por meio das instituições financeiras credenciadas junto ao banco, com o valor limitado de até R$ 20 milhões.

Outro campeão de preferência é o Cartão BNDES. Com limite de até R$ 1 milhão, ele é limitado à aquisição de produtos credenciados. Com taxa de juros definida mensalmente, essa linha de crédito tem prazos de amortização que variam de acordo com a instituição credenciada com a qual a empresa tem relacionamento.

O BNDES tem uma enorme cartela de opções de linhas de crédito específicas para algumas necessidades ou modelos de empresa. Formação de capital de giro, investimento em equipamentos, capitalização de iniciativas inovadoras e manutenção do emprego são alguns dos objetivos contemplados por financiamentos do banco.

Opções oferecidas por outros bancos públicos

O BNDES não é o único banco público que oferece financiamento a pequenas e microempresas. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) são algumas das instituições que contam com esse tipo de linhas de crédito.

O Banco do Brasil, por exemplo, além do já citado Empreender Mais, oferece o Proger Urbano, um financiamento de até R$ 200 mil por empresa, com prazo máximo de pagamento de 48 meses. Com 12 meses de carência, limite financiável de 100% e taxas de juros de longo prazo (TJLP) de até 12% ao ano, o Proger é uma excelente opção para empreendimentos menores, que precisam de uma quantia relativamente pequena de recursos.

A Caixa Econômica Federal, por sua vez, comercializa o Microcrédito Produtivo Orientado Caixa, uma linha de financiamento para valores muito pequenos, de até R$ 15 mil, definidos a partir da capacidade de pagamento da empresa. É uma das formas mais fáceis de conseguir acesso a crédito para pequenas e microempresas disponíveis no mercado.

Com foco em empresas com faturamento de até R$ 30 milhões, o BDMG disponibiliza linhas de crédito para as quais não são exigidos tempo de relacionamento ou adesão a outros produtos oferecidos pela instituição, como costumam fazer outros bancos. Entre as modalidades disponíveis para financiamento, estão a de capital de giro e expansão dos negócios e projetos de inovação.

No Banco do Nordeste, o Programa de Financiamento às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e ao Empreendedor Individual (FNE-MPE) oferece crédito para atividades que vão da implantação à aquisição de máquinas e equipamentos, passando pela formação de capital de giro e pela produção de estudos ambientais para o empreendimento.

Cuidados ao buscar linhas de crédito e financiamentos

Dinheiro na mão, sem o devido planejamento, pode ser vendaval. Por isso, antes de optar por buscar crédito para sua pequena ou microempresa, avalie se você está preparado para alavancar esse valor, fazendo com que o retorno obtido supere os juros que você vai pagar, ou se, pelo menos, esse capital é essencial para viabilizar a operação de seu negócio. Muitas vezes, alguns ajustes de gestão são o suficiente para lidar com problemas de caixa.

Uma boa referência para ajudá-lo a fazer essa análise é o SEBRAE da sua cidade. Lá, você pode conseguir orientações sobre a administração de sua empresa e dicas de como lidar com as finanças dela. 

Segundo o SEBRAE, ao pensar em obter uma linha de crédito, uma empresa deve cumprir algumas etapas que vão ampliar as chances de que ela consiga o financiamento e, acima de tudo, possa usá-lo de maneira correta e produtiva.

O primeiro passo é identificar a necessidade de crédito — quanto e no que vai ser usado. Depois, é o momento de fazer a busca pela instituição mais adequada, como as que sugerimos neste texto. O terceiro passo é analisar todos os fatores de restrição (situação legal, garantias, capital próprio etc.), verificando se eles estão adequados às exigências das instituições financeiras.

Por fim, é preciso elaborar um plano de negócios para mostrar ao banco que o projeto é financeiramente viável. Com tudo isso feito, o empreendedor já pode dar entrada em seu pedido de financiamento.

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