Capital de giro: como fazer o cálculo para loteamentos?

Administrar uma empresa do setor de loteamento é uma tarefa que exige bastante cuidado e planejamento. Apesar do alto potencial de lucro de um empreendimento, é preciso investir nas obras e lidar com uma previsão de retorno que costuma ser de mais ou menos dois anos. Esse processo, entretanto, pode ser bem mais seguro e lucrativo se a loteadora contar com um capital de giro adequado.

Ainda assim, é comum que surjam dúvidas sobre como isso funciona. Muitos gestores, apesar da ampla experiência prática no setor, até mesmo desconhecem o conceito. Pensando nisso, mostraremos aqui tudo o que você precisa saber sobre o capital de giro, como fazer o cálculo para loteamentos e quais as vantagens de trabalhar com ele. Confira!

Entenda o conceito de capital de giro

Em primeiro lugar, é fundamental compreender de forma clara do que se trata o conceito de capital de giro. Ele interfere diretamente na saúde financeira de uma empresa e, de forma prática, pode ser o diferencial entre um negócio que cresce constantemente e outro que se encontra estagnado no mercado, sem perspectivas de melhora.

Também conhecido como ativo circulante, o termo capital de giro diz respeito ao montante que a empresa tem para manter suas operações em atividade. Em outras palavras, é o dinheiro em caixa que os administradores utilizam para pagar as contas da empresa.

O valor é equivalente à diferença entre o dinheiro disponível e a soma das contas a pagar, sejam elas fixas — como no caso de custos de produção e mão de obra — ou variáveis — que incluem serviços contratados e outros.

O capital de giro tem uma característica de rotatividade, que significa que ele é renovado constantemente, já que está diretamente relacionado ao dinheiro que entra e o que sai. De forma geral, ele está concentrado nas contas a receber, no estoque, no caixa e na conta corrente da empresa.

Vale ressaltar que não estamos falando de capital fixo ou permanente, que é o dinheiro investido em imóveis, equipamentos, instalações etc.

Com essas informações em mente, o cálculo do capital de giro para loteamentos deixa de ser uma questão tão complexa e pode ser aplicado ao dia a dia de sua empresa. Falaremos a seguir sobre ele.

Como realizar o cálculo do capital de giro para loteamentos

Você pode estar se perguntando qual é a importância de realizar o cálculo do capital de giro. E a resposta é simples: é por meio dele que você pode avaliar se a saúde financeira da empresa está em dia, quais riscos aos quais ela está exposta e como agir para minimizá-los.

Trataremos aqui do Capital de Giro Líquido (CGL) como o valor dos Ativos Circulantes (AC) menos os Passivos Circulantes (PC). Guarde a expressão CGL = AC – PC enquanto definimos cada um dos termos que a compõem.

Ativos Circulantes (AC)

Para realizar o cálculo, é preciso identificar e descrever de forma detalhada os Ativos Circulantes da empresa. Estamos falando do dinheiro em caixa e sua origem, as aplicações em bancos, as contas a receber etc. Esse montante será a base do dinheiro que a empresa terá disponível para custear suas atividades.

Passivos Circulantes (PC)

Trata-se dos gastos com fornecedores, empréstimos bancários, contas diversas etc. A saída de dinheiro deve ser também detalhada, para que seja possível fazer um prospecto do futuro da empresa.

Capital de Giro Líquido (CGL)

Como dissemos anteriormente, o CGL é o resultado da subtração AC – PC. Aqui, entra a importância do detalhamento das informações. No caso do AC, tomemos como exemplo a compra parcelada realizada por um cliente. Esse dinheiro vai entrar aos poucos, ao longo dos meses. Durante esse período, é preciso ter capital de giro disponível para cobrir os gastos das atividades da empresa.

Da mesma forma, os investimentos no estoque (item de PC) podem variar de acordo com as demandas do mercado consumidor. Portanto, é preciso detalhar mês a mês os valores de AC e PC para conferir se a conta fecha.

Aqui entra a importância de implementar estratégias de planejamento para que o capital de giro seja uma ferramenta a favor da empresa, e não uma dor de cabeça constante. Afinal, ninguém quer viver com o CGL sempre na linha de equivalência entre AC e PC — o ideal é que haja uma margem de segurança para gastos imprevistos e até mesmo investimentos.

O capital de giro como produto

Ao contrário de grandes incorporadoras, que lançam ate 15 prédios de uma única vez, as loteadoras não costumam ter acesso a um modelo de crédito seguro para financiar suas atividades. Em geral, isso é feito com capital próprio e cabem aos administradores encontrar uma forma de vender rápido para que o investimento tenha retorno.

Entretanto, o retorno imediato costuma girar em torno de 5% a 10% do valor total, graças aos sinais dados pelos clientes por lotes comprados. Esse valor é baixo e acaba expondo as loteadoras aos riscos do investimento feito com dinheiro próprio.

Foi pensando nisso que a Captalys passou a oferecer o capital de giro como um produto, alavancando esse tipo de empreendimento. Cabe à loteadora realocar apenas 20% do valor da obra, enquanto a companhia de investimento mantém os 80% girando para sustentar as atividades.

O resultado é simples: a empresa passa a contar com mais dinheiro em caixa para investir em seu próprio crescimento enquanto o pagamento do valor recebido é feito pelo próprio empreendimento. Não há parcela mensal e nem a necessidade de realocar recursos de outros investimentos. Os resultados obtidos pelo projeto em andamento vão pagando o capital de giro investido.

O produto passou a ser oferecido em 2015 e vem se tornando uma forte ferramenta de crescimento para o setor. Empresas de loteamento que necessitam de R$ 1 milhão para custear suas obras, por exemplo, ganham acesso a esse montante e, consequentemente, mais segurança para entregar as obras em dia.

O processo costuma durar entre 45 e 50 dias desde a solicitação até a entrega do dinheiro. O retorno sobre investimento (ROI) pode ir de 80% a 150% em um espaço de tempo bem mais curto do que em uma perspectiva de investimento com dinheiro próprio.

Vale lembrar que o crescimento da empresa vem, também, por meio dos investimentos feitos com o dinheiro agora disponível em caixa. Eles podem ser feitos, por exemplo, no marketing, no treinamento de equipes de vendas e na construção da marca da empresa, estabelecendo-a no mercado.

Como você pode ver, o cálculo do capital de giro é simples e há recursos disponíveis para colocá-lo em prática de forma que o negócio cresça cada vez mais. Faça uma avaliação em sua empresa e veja você mesmo os benefícios que ela pode conquistar!

Gostou do post? Então, inscreva-se em nossa newsletter e receba mais conteúdos sobre o tema!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*
Website