Busca de capital: devo ir atrás de linhas de crédito ou investidores?

Entre muitos desafios que aparecem na hora de criar ou fazer crescer uma empresa, conseguir linhas de crédito adequadas é um dos que mais podem dificultar a trajetória dos empreendedores. Por isso, saber que rumo tomar quando o capital próprio, assim como o aporte de amigos e familiares, que você destinou ao empreendimento chega ao fim é questão de sobrevivência.

No caso das empresas loteadoras, essa dificuldade tornar-se muito maior. Não há alternativas de linhas de crédito com os bancos comerciais, deixando ao empreendedor a dura tarefa de conseguir outras opções no mercado para obter capital de giro ou, como acontece na maioria das vezes, se ater aos próprios recursos, o que limita consideravelmente as oportunidades de crescimento.

Na lista das principais causas para essa dificuldade em obter crédito aparecem algumas características do setor, como a informalidade dos empreendimentos, pouca informação disponível sobre o mercado, volume de negócios ainda baixo, inelegibilidade em função do perfil dos loteadores e processo de vendas que não leva em conta a real possibilidade de o cliente fazer frente ao compromisso assumido, entre outras.

Podemos dizer, nesse caso, que as opções são basicamente duas: recorrer a outras possibilidades de crédito ou arranjar investidores dispostos a assumir com você os riscos e a compartilhar dos frutos de sua iniciativa.

O ideal é que o loteador busque acessar mais de uma forma de financiamento antes de formalizar uma operação, pois assim terá a possibilidade de escolher a melhor opção para o negócio em vez de ficar dependente de um tipo específico de crédito.

Apesar das dificuldades expostas acima, o fato é que o mercado de capitais está em pleno crescimento e se mobiliza para oferecer opções de financiamento no setor imobiliário, de forma ágil e segura. Vamos ver algumas delas e suas características.

Securitização

Uma das opções mais conhecidas, a securitização consiste em converter um ativo (no caso, os lotes) em títulos financeiros que possam ser comprados por investidores interessados em lucrar no futuro com os juros e com a futura valorização dos títulos.

Embora seja uma modalidade muito divulgada, a securitização não é considerada vantajosa para pequenos e médios empreendedores. Isso porque é uma operação com custos fixos muito altos e amarrada por um processo longo e burocrático, que depende do sucesso e da velocidade que a securitizadora vai alcançar na busca por investidores.

Além de não terem capital próprio, outro motivo de queixa em reclamação às securitizadoras é a falta de padronização em seus modelos de atuação, que podem variar muito.

O estabelecimento de volumes mínimos de transações, que não podem ser inferiores a R$ 30 milhões, e a necessidade de oferecer garantias pessoais para as operações são outros fatores que afastam pequenos e médios loteadores da securitização.

Private equity

Outra modalidade muito difundida atualmente são os private equities, isto é, fundos que investem em empresas não listadas na bolsa de valores. O arranjo é feito de maneira exclusiva, ou seja, sem abertura para o mercado.

Apesar da grande atenção que os private equities têm alcançado, eles também são pouco indicados para empreendedores de menor porte. Os altos custos da operação, a dificuldade em acessar os fundos e a falta de padronização dos contratos, que podem acabar sendo altamente desvantajosos, estão entre os motivos que mais afastam os empreendedores.

Operações estruturadas

Uma das novidades do mercado nos últimos anos, as operações estruturadas são um tipo de investimento que é composto por vários instrumentos financeiros. Ativos, bolsa, dólar e juros são alguns dos componentes que ajudam a compor a equação que maximiza o lucro e protege os investidores dos riscos.

Em um arranjo de operações estruturadas, um lote (ativo) faria parte da cesta de investimentos juntamente de outras possibilidades.

Muito bom para o investidor, o mercado de operações estruturadas pode ser hostil para pequenos e médios loteadores. O processo, como as alternativas anteriores, é repleto de burocracias, apresenta custo elevado para quem busca o investimento e depende da capacidade do fundo de encontrar interessados. A falta de padronização entre os diversos fundos também é, como nos outros modelos já vistos, um problema a mais.

Investidor-anjo

Os investidores-anjo são, na maior parte das vezes, empresários de sucesso que buscam investir seu dinheiro em uma empresa pequena, com foco nos resultados futuros. Em função disso, eles costumam ter um interesse especial por startups e empresas de tecnologia em geral, nas quais enxergam mais potencial de crescimento e inovação.

Quando se compromete com uma empresa, o investidor-anjo normalmente recebe uma participação minoritária e passa a acompanhar o desenvolvimento do negócio, como um mentor ou coach. Essa “consultoria” pode até não estar na sua previsão inicial, mas é uma das maiores vantagens desse modelo.

A dificuldade aqui é conseguir convencer um anjo a investir na sua loteadora. Eles são relativamente poucos para um universo grande de interessados no apoio deles e, definitivamente, eles não são comuns nesse setor do mercado. Isto é, para loteadores, é necessário ter o dobro da desenvoltura de outros empreendedores para conseguir encontros e apresentar ideias.

Fundos de investimento

A realidade dos fundos de investimento em capital de risco mudou muito. De praticamente inexistente, em poucos anos, essa modalidade já chega à casa de bilhões de dólares por ano.

Hoje, já há fundos que investem com capital próprio, usando o empreendimento como garantia e eliminando burocracias. Por isso, acabam sendo a alternativa mais acessível para quem tem porte menor, está em processo de profissionalização e busca crescer.

Administração de linhas de crédito

Seja qual for a sua escolha, é essencial contar com apoio profissional para alcançar e gerenciar o crédito pretendido. A melhor forma de fazer isso é com a ajuda de uma gestora de ativos, que agrega boas práticas para a obtenção do melhor retorno possível do capital, e companhias de investimento em créditos, que controlam grandes montantes de valores pertencentes a investidores.

Com suas linhas de crédito garantidas, o desafio passa a ser tocar o negócio para conquistar os melhores resultados, investindo seu capital de forma inteligente. Para receber mais dicas de como chegar lá, entre em contato com nossos especialistas e tire todas as suas dúvidas.

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